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sexta-feira, 20 de abril de 2018.

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Zoonoses inicia campanha de prevenção ao carrapato

O Centro de Controle de Zoonoses da Fundação de Saúde de Rio Claro iniciou a campanha de prevenção ao carrapato e febre maculosa, em parceria com a Sepladema e a Fundação Florestal (Floresta “Edmundo Navarro de Andrade”).

Na manhã dessa quinta-feira (20) aconteceu reunião para definir alguns passos da campanha de conscientização. Estiveram presentes o diretor de manejo florestal da Sepladema, Milton Luz; a responsável pelo Departamento de Informação, Educação e Comunicação do Zoonoses, Solange Marcherpe e o gestor da Floresta, Gabriel Ribeiro Castellano.

O calor e as chuvas chegaram e é o período que coincide com a proliferação de carrapatos onde há mato. Portanto, as pessoas devem tomar cuidado em passeios por áreas com gramados, pastos, praças, chácaras, sítios, cachoeiras e lagos, que são locais adequados para a presença desse parasita, responsável pela febre maculosa.

O homem é infectado através da picada do carrapato estrela ou micuim. Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte, como bois e cavalos; e também em cães, aves domésticas, roedores, animais selvagens como os gambás, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras. Mas as capivaras são as mais perigosas.

Transmissão

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, inapetência, desânimo. Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas.

A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, por exemplo).

O diagnóstico é realizado com exame específico para febre maculosa. O tratamento é feito à base de antibióticos. A pessoa deve procurar ajuda médica imediatamente quando detectar os sintomas.

Recomendações

Evitar o contato com carrapatos. Se, por acaso, estiver numa área em que eles possam estar presentes, como beiras de lagos e rios; trilhas, pastos, parques e florestas, tomar as seguintes precauções:

– Examinar o corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque o carrapato-estrela transmite a bactéria responsável pela febre maculosa só depois de pelo menos quatro horas grudado na pele;

.- Usar roupas claras porque facilitam enxergar melhor os carrapatos;

– Colocar a barra das calças dentro das meias e calce botas de cano mais alto nas áreas que possam estar infestadas por carrapatos.

– Cortar o mato e grama rente ao solo;

-Tomar cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado na pele. Não esmagá-lo com as mãos ou unhas, pois pode contrair a doença através de pequenos ferimentos na pele;

-Não se esquecer de que os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata.

– Não existe vacina contra a febre maculosa.



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