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domingo, 21 de outubro de 2018.

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Diagnóstico precoce da hanseníase é caminho para cura

Em palestra realizada na manhã de sexta-feira (26) em Rio Claro o médico dermatologista Luiz Wehmuth Neto e o enfermeiro Paulo José Marcucci falaram sobre a Hanseníase e a importância do diagnóstico precoce da doença como forma de cura. O evento, alusivo ao “Janeiro Roxo”, contou com a participação de mais de 100 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e foi realizado no auditório do Núcleo Administrativo Municipal (NAM). A palestra foi organização pelo Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico (Cead) e Vigilância Epidemiológica, com apoio do Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Treinamento e Desenvolvimento (Nestd).

O número de pessoas com hanseníase vem decrescendo em Rio Claro. Em 2001 foram registrados e tratados 27 casos. Em 2017, são seis pacientes com a doença atendidos pelo programa do Cead. “Nossa meta é erradicar a hanseníase em Rio Claro, para isso temos de intensificar ações de orientação à população, alertando para a importância de procurar atendimento médico em caso de algum sintoma”, comenta o Dr. Luiz Wehmuth.
Antigamente chamada de lepra, a hanseníase é uma doença crônica e transmissível, que atinge principalmente a pele e nervos periféricos, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e preconceito que permeia a doença. A transmissão se dá de uma pessoa doente sem tratamento para outra, após um contato próximo e prolongado.
Considerando que o tratamento precoce é capaz de prevenir tanto as lesões irreversíveis da hanseníase quanto a transmissão do agravo, o diagnóstico da infecção o mais cedo possível continua sendo a principal estratégia contra a doença. A doença ainda impõe desafios, como o aumento da resistência da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da enfermidade, aos medicamentos tradicionalmente utilizados na terapia.

Os tipos de hanseníase são classificados de acordo com a resposta do organismo à presença da bactéria. São quatro formas clínicas: indeterminada, tuberculóide ou paucibacilar (com poucos bacilos), borderline ou dimorfa e lepromatosa ou multibacilar (com muitos bacilos).

Os sintomas mais comuns são dores locais, nas articulações, no pé ou nos olhos,  bolhas na pele, erupções, nódulos, pequena saliência, perda de cor, vermelhidão ou úlceras, também sintomas de ordem sensorial como formigamento, redução na sensação de tato ou perda da sensação de temperatura. Também é comum deformidade física, irritação nos olhos, lesões nos nervos, perda de peso ou dificuldade em levantar o pé.



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