​​Reitor da Unesp diz que universidade vai avaliar sugestão para atuar na Floresta Estadual

Sugestão formulada pelo prefeito Du Altimari para que a Unesp de Rio Claro implante um curso, laboratório, salas de aula ou algum outro projeto na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena) será encaminhada pelo reitor da universidade, Julio Cezar Durigan, ao Instituto de Biociências (IB) da instituição, para análise.

Durigan deu esta informação a Altimari na sexta-feira, 9, durante evento realizado no campus local da universidade, por ocasião do lançamento de três obras geocientíficas desenvolvidas pelo Centro de Geociências Aplicadas ao Petróleo-UNESPetro. As obras lançadas, “Microbialitos do Brasil: do Pré-Cambriano ao Recente”, “Calcários do Cretáceo do Brasil: um Atlas” e “Sensibilidade do Litoral Paulista a Derramamentos de Petróleo”, atraíram a atenção da comunidade científica. Sobre o pleito apresentado pela prefeitura, Durigan disse que idéias que possam contribuir com a instituição são sempre bem vindas.

No início de setembro, na cerimônia de posse dos novos diretor e vice-diretora do Instituto de Biociências para o quadriênio 2015-2019, os professores doutores Claudio José Von Zuben e Maria Antonia Ramos de Azevedo, o prefeito apresentou pela primeira vez a sugestão para que a universidade estudasse a possibilidade de realizar atividades fixas na Floresta Estadual. A receptora do pedido, naquela oportunidade, foi a vice-reitora da instituição, professora doutora Marilza Vieira Cunha Rudge, que também ouviu manifestação favorável do presidente da Câmara Municipal, vereador João Zaine.

Há pouco dias, na quarta-feira, 7, novamente Altimari repetiu a proposta, desta feita no evento “Presença da Unesp nos municípios sedes de suas unidades universitárias”, realizado no prédio da reitoria da Unesp, em São Paulo. A proposta do prefeito foi bem aceita entre os participantes do encontro, no qual estava presente o reitor Durigan.

Altimari tem destacado que a presença da Unesp na Feena provavelmente fortalecerá todas as ações destinadas a dar mais visibilidade àquela reserva florestal, gerando benefícios relevantes também à comunidade acadêmica. “Não temos dúvida de que isso vai acontecer e não vemos outra instituição mais credenciada e habilitada que a Unesp e seu corpo de pesquisadores, altamente qualificado, para somar forças com os governos municipal e estadual nesta empreitada”, afirma.

Criado em 1909, com 2.230 hectares, o Horto Florestal de Rio Claro surgiu com a finalidade de suprir a demanda de madeira para dormentes e carvão exigida à época pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Logo depois, em 1914, o agrônomo Edmundo Navarro de Andrade importou 144 espécies de eucaliptos, vindas principalmente da Austrália, iniciativa que resultou, em 1916, na criação do Museu Eucalipto.