Medidas simples ajudam a evitar doenças transmitidas por pombos

A imagem do pombo como símbolo da paz conquista a simpatia de várias pessoas, mas traz um problema: muitas acabam por alimentar essas aves, que podem colocar em risco a saúde da população já que transmitem várias doenças graves, como salmonelose, criptococose, histoplasmose, ornitose e meningite.

Raramente caçados por outros animais, os pombos tornaram-se um problema urbano. Em Rio Claro, de janeiro a abril deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realizou 34 visitas atendendo solicitações relativas a pombos, e vários pedidos de orientações.

Entre as medidas para reduzir os riscos referentes a pombos, o CCZ orienta a retirar ninhos e ovos dessas aves, umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las, utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes. Também é importante vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros, colocar telas em varandas, janelas, caixas de ar condicionado e outros locais que possam ser utilizados pelos pombos para morar ou fazer ninhos. O CCZ explica ainda que não se deve deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos, e que é preciso utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem, além de sempre manter o lixo corretamente acondicionado em recipientes fechados. E, claro, nunca alimentar os pombos.

De acordo com a Secretaria de Saúde, essas dicas ajudam a controlar a população desses animais no espaço urbano, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média quatro anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos. Para orientações sobre o assunto os telefones do Centro de Controle de Zoonoses são 3535-4441 ou 3533-7155.