Casarão da Cultura tem exposição de arte contemporânea neste sábado

A Secretaria da Cultura de Rio Claro abre nesse sábado (1º) às 20 horas exposição do artista plástico contemporâneo Felipe Senatore, no Casarão da Cultura.  Para a exposição, o artista selecionou algumas das obras mais significativas dos últimos dez anos de sua produção artística. A entrada é gratuita.

“Todo o talento deste grande artista poderá ser apreciado pela comunidade rio-clarense até dia 14 de setembro” observa Daniela Ferraz, secretária da Cultura. A mostra poderá ser vista de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. O Casarão da Cultura fica na Avenida 3 com a Rua 7, Centro.

Felipe Senatore volta a expor seus trabalhos em Rio Claro trinta anos após sua primeira mostra individual justamente na cidade num evento organizado no Centro Cultural em 1989. “Foi uma experiência extraordinária com grande aceitação do público e que me incentivou a realizar tantas outras mostras em outras cidades e em outros países”, destaca Senatore. O artista hoje conta com mais de trinta exposições individuais, doze delas no exterior.

Em suas pinturas, Senatore apresenta um processo de construção em que cada obra liberta uma intensa expressividade. Nos trabalhos abstratos, geralmente de grandes dimensões, o artista compõe elementos pictóricos com gestos de profunda intensidade e movimento que conduz o observador a uma viagem emocional.

As massas de cor são superpostas definindo uma trama particular. Com muitas veladuras repassadas em movimento contínuo e gráfico o artista transmite uma vibração que não se atém ao espaço da tela. Dessa forma age e comanda a atenção do espectador. Suas obras podem ser vistas como janelas de uma cena que se estende para muito além do suporte da pintura. É como se o observador continuasse com o processo criativo do artista. Como consequência, a memória visual que persiste traz uma impressão sonora que caracteriza toda sua produção artística.

“O expressionismo abstrato de Felipe Senatore está estreitamente ligado à objetivação de sequencias musicais”, escreveu o crítico de arte Alberto Collazo por ocasião da exposição que o artista realizou em Buenos Aires em 1991.

Atualmente Felipe Senatore divide seu tempo entre os projetos no Brasil e na Itália, em Milão onde residiu por seis anos e ainda hoje mantém seu atelier em Monza. Em seu estúdio em São Paulo já estão em fase final de preparação as mais recentes obras que irão, em outubro, para outra mostra individual do artista em Milão.

Felipe Senatore nasceu em setembro de 1955 na cidade de São Paulo. Engenheiro mecânico e analista de sistemas pela Universidade Mackenzie dedica-se às artes plásticas desde 1981.