Prefeitura fará ‘quebra cadeado’ para combater dengue em imóveis fechados

Rio Claro está intensificando as ações contra o mosquito transmissor da dengue.

A prefeitura de Rio Claro está ampliando as ações preventivas contra o mosquito transmissor da dengue. Para eliminar criadouros, os agentes públicos de saúde vão entrar em imóveis fechados que estejam abandonados ou na ausência ou recusa do responsável em permitir o acesso das equipes da saúde. O decreto será publicado nesta semana no Diário Oficial. “É uma questão de saúde pública, na guerra contra o Aedes aegypti faremos o ‘quebra cadeado’ sempre que necessário”, frisa o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria.

O mais recente levantamento da Vigilância Epidemiológica registra 138 casos de dengue no município desde primeiro de janeiro. Além disso, a Análise de Densidade Larvária (ADL) do município com dados de abril causa preocupação devido à quantidade de criadouros existentes na cidade. A ADL apontou índice de 1.7, ou seja, situação de alerta, de acordo com classificação da Organização Mundial de Saúde.

“Estamos tomando medidas mais enérgicas pela eliminação dos criadouros do Aedes, pensando na saúde pública”, destaca a secretária municipal de Saúde, Maria Clélia Bauer. “Imóveis fechados não podem ser um empecilho para o plano de contingência que estamos executando para reduzir os riscos de proliferação da dengue”, acrescenta.

A mobilização de Rio Claro contra dengue inclui os mutirões semanais em que grandes quantidades de potenciais criadouros estão sendo retirados de residências e terrenos. Até agora, 19 toneladas foram recolhidas, número que reforça a necessidade de a população se engajar na luta contra o Aedes aegypti, que também transmite zika vírus, chikungunya e febre amarela.

O decreto que autoriza os agentes de endemias a entraram em imóveis fechados tem como base lei municipal 4909 de 2015 e lei federal 13301 de 2016. No caso da legislação municipal, a lei deixa claro que a responsabilidade com os cuidados sanitários de seus imóveis, de forma a garantir a saúde coletiva, é obrigação dos proprietários.

Além disso, a comunidade pode colaborar com a eliminação dos criadouros utilizando os serviços que a prefeitura disponibiliza para o descarte correto de materiais. O município conta com coleta de lixo domiciliar nos bairros três vezes por semana, coleta seletiva de lixo, caminhão cata bagulho e seis ecopontos.