Rio Claro tem 603 casos de dengue

São 588 casos contraídos no município e 15 importados.

Boletim divulgado na quinta-feira (13) pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Rio Claro confirma 603 casos de dengue no município. A Secretaria novamente reforça a importância do apoio da comunidade na adoção de medidas preventivas para evitar o crescimento do número de casos. Mesmo com temperaturas mais baixas e tempo seco o risco de proliferação do Aedes aegypti continua presente.

“Os ovos do Aedes podem permanecer por até 450 dias depositados aguardando um pouco de água para que nasça a larva que em seguida se transforma em mosquito”, explica Diego Reis, gerente do Centro de Controle de Zoonoses.

Apesar de todo trabalho de orientação feito diariamente pelos agentes de combate a endemias durante as operações de bloqueio e também por agentes comunitários de saúde, ainda há muitos criadouros do Aedes aegypti nas residências.

Potes, garrafas, pneus, pratos de vasos e plantas aquáticas são recipientes que continuam disponíveis para a reprodução do mosquito em grande parte dos imóveis visitados. As plantas aquáticas devem receber atenção especial, uma vez que as larvas podem permanecer grudadas nas raízes, mesmo com limpezas frequentes.

Não apenas nas residências se concentra a atenção dos agentes. Vistorias também são realizadas em pontos estratégicos (cemitérios, borracharias, oficinas, floriculturas) e imóveis especiais (escolas, creches, hospitais, empresas e obras abandonadas). Em maio foram 227 visitas em pontos estratégicos e outras 57 em imóveis especiais. Somam-se a esses números as visitas realizadas nas operações bloqueio que neste ano foram realizadas em mais de 31 mil imóveis. Há ainda os mutirões de limpeza que já ultrapassaram a marca de 20 toneladas de criadouros retirados nos bairros.

“Todo esse trabalho, que envolve a mobilização de várias equipes na prevenção, é importante, mas a participação efetiva dos moradores na eliminação de criadouros é fundamental para que sejam evitados novos casos de dengue”, explica a chefe de núcleo de endemias, Maria Júlia Guarnieri Baptista.